onde ninguém me amola.
Numa casa ao pé da serra,
mora eu e a viola.
O sapo mora no brejo,
o sabiá na gaiola.
Minha mãe mora no peito
e meus versos na cachola.
Tatu mora no buraco,
aranha mora na teia,
o anel mora no dedo
e o brinco na orelha.
Coração mora no peito,
sangue mora na veia,
gente boa mora em casa
e o criminoso na cadeia.
Porco mora no chiqueiro,
boi mora na invernada,
pescador mora no rancho,
e boiadeiro nas estradas.
Boêmio mora na rua,
sereno na madrugada,
a lua mora no céu
e o vento não tem morada.
A perdiz mora no campo,
o bem-te-vi no sertão,
a baleia mora no mar,
e o lambari no ribeirão.
Rato mora no paiol,
o morcego no porão,
eu moro nos braços dela
e ela no meu coração.
Palhaço mora no circo,
uirapuru lá na mata
e na festa mora alegria.
O rico mora no centro,
o pobre na periferia,
e no casebre em Nazaré
morou a Virgem Maria.
Cooperado, Sr. Joaquim do Cajuru
(35) 9911-3612